Tá difícil. Tá triste. Nossa história fez aquela curva que não esperávamos. Estamos num lugar sombrio e misterioso que até ontem parecia não existir. O seu corpo sofre e eu, uma extensão de você, sofro também. Mas não vou deixar que você desista. Por nós vou até a feira buscar as frutas que você gosta, por nós vou arrancar um ou dois sorrisos seus, por nós vou gritar quantas vezes for necessário: vai dar tudo certo, amor, prometo. Você me olha murcho, quase não acredita que eu ainda esteja aqui. Você duvida e eu penso em comprar uma aliança. Tenho em cada poro do meu corpo a certeza de que é aqui que devo estar. Afinal, pra onde eu vou se o meu corpo mora no seu? Você chora e em cada lágrima vejo sair um pouco desse nosso caos. Chora mais? Você desconfia, mas eu anoto os afazeres, traduzo os exames e faço um drinque. Hoje somos essa pausa em nós mesmos, somos nossas vísceras a céu aberto, mas o amanhã nos espera, amor! Tem a viagem em janeiro e aquele filho que, sim, vamos ter. Tem nós dois e nossos outros tantos que nos lambem. E amanhã vai ser a minha vez de ajoelhar fraquejando por um motivo qualquer, e você, equilibrado e sereno, vai dizer de boca cheia a sua frase preferida que eu emprestei por uns tempo: “vai dar tudo certo, amor”.
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sábado, 20 de outubro de 2012
etc: "Vai dar tudo certo, amor!"
Tá difícil. Tá triste. Nossa história fez aquela curva que não esperávamos. Estamos num lugar sombrio e misterioso que até ontem parecia não existir. O seu corpo sofre e eu, uma extensão de você, sofro também. Mas não vou deixar que você desista. Por nós vou até a feira buscar as frutas que você gosta, por nós vou arrancar um ou dois sorrisos seus, por nós vou gritar quantas vezes for necessário: vai dar tudo certo, amor, prometo. Você me olha murcho, quase não acredita que eu ainda esteja aqui. Você duvida e eu penso em comprar uma aliança. Tenho em cada poro do meu corpo a certeza de que é aqui que devo estar. Afinal, pra onde eu vou se o meu corpo mora no seu? Você chora e em cada lágrima vejo sair um pouco desse nosso caos. Chora mais? Você desconfia, mas eu anoto os afazeres, traduzo os exames e faço um drinque. Hoje somos essa pausa em nós mesmos, somos nossas vísceras a céu aberto, mas o amanhã nos espera, amor! Tem a viagem em janeiro e aquele filho que, sim, vamos ter. Tem nós dois e nossos outros tantos que nos lambem. E amanhã vai ser a minha vez de ajoelhar fraquejando por um motivo qualquer, e você, equilibrado e sereno, vai dizer de boca cheia a sua frase preferida que eu emprestei por uns tempo: “vai dar tudo certo, amor”.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
etc: aprendendo!
"Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando. Eu aprendi… Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. Aprendi… Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi… Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi… Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto; Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito."
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
etc: um alguém!
“E aí vem uma pessoa e muda tudo. Revira o que você tomava por certo, bagunça um pouco sua perspectiva das coisas, atropela seus medos mais internos pra longe e cria novos deles ao mesmo tempo. Faz com que o teu passado fique, pela primeira vez na vida, no passado. Enterra sua insegurança. Te leva a repensar tudo que costumava fazer de errado e também te dá vontade de melhorar. Alguém, enfim, te muda sem te forçar, algo que você com seu jeito marrento julgava impossível. O mundo parece muito distante quando ela tá por perto. Um dia desses você se vê no telefone às três da manhã, mesmo morrendo de sono, sorrindo pra parede e com a sensação de que não tem ninguém no mundo mais feliz do que você naquele momento. E esse alguém te pega de jeito.”
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